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Incêndio queima casas e plantações em reserva extrativista no Pará e seca dificulta chegada de ajuda

Reserva Extrativista está em chamas há três dias no Pará Um incêndio na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, atinge moradias, plantações...

Incêndio queima casas e plantações em reserva extrativista no Pará e seca dificulta chegada de ajuda
Incêndio queima casas e plantações em reserva extrativista no Pará e seca dificulta chegada de ajuda (Foto: Reprodução)

Reserva Extrativista está em chamas há três dias no Pará Um incêndio na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, atinge moradias, plantações e áreas de floresta, enquanto a seca dificulta a chegada de equipes e de ajuda às comunidades. Informações divulgadas pelo Instituto Socioambiental (ISA) na segunda-feira (12) apontam ao menos seis casas queimadas e moradores mobilizados para tentar conter as chamas. Instituto Socioambiental O fogo foi detectado em 7 de outubro por uma plataforma de monitoramento da Nasa. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o incêndio atingiu áreas de cultivo de cacau e avançou sobre a vegetação nativa em meio à estiagem severa. No comunicado publicado no sábado (10), o órgão informou que havia três frentes de incêndio nas comunidades Boa Saúde 2, Novo Paraíso e Morro Verde. Um levantamento com associações de moradores identificou cinco famílias, com 11 pessoas, que tiveram residências e estruturas de palha afetadas. Casas queimadas e preocupação com a fumaça O relato mais recente divulgado pelo ISA reúne informações de moradores e da Rede Terra do Meio, organização que acompanha comunidades da região. Segundo esse levantamento, pelo menos cinco moradias foram queimadas na comunidade Boa Saúde e uma em Morro Verde. A professora Rosiane Bezerra de Castro, de 31 anos, moradora da reserva, relatou perdas de roças e áreas usadas pelas famílias, além da preocupação com os efeitos da fumaça. Já as famílias que precisaram deixar suas casas estão sendo acolhidas por outros moradores. As associações locais, a Rede Terra do Meio e parceiros mobilizam uma campanha para comprar cestas básicas e apoiar as famílias atingidas. Instituto Socioambiental Rios baixos dificultam chegada de ajuda A dificuldade de acesso é um dos obstáculos ao combate. Segundo o ICMBio, a viagem por rio até a região exige pelo menos 48 horas, mas o nível extremamente baixo das águas inviabilizou esse deslocamento. Uma aeronave começou a operar na sexta-feira (9), com um sobrevoo para identificar o avanço das chamas e orientar o trabalho das equipes. O instituto informou que o avião também seria usado para transportar ajuda humanitária. Na mesma sexta-feira, brigadistas do Núcleo de Gestão Integrada Terra do Meio combateram o fogo próximo a estruturas comunitárias em Novo Paraíso. De acordo com o ICMBio, a ação impediu que casas fossem atingidas naquela frente. A Defesa Civil de Altamira disponibilizou kits de ajuda humanitária para transporte aéreo. O ICMBio também solicitou apoio à Secretaria Municipal de Assistência Social para atender as famílias afetadas. Os comunicados consultados não apresentam uma estimativa da área queimada nem informam a causa do incêndio. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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